Cinco Etapas para uma Cultura de Paz
1ª) Acolhimento
Esta primeira etapa pressupõe que recebemos as pessoas (ou a nós mesmos), com as características que tiverem e com os interesses que manifestarem, sem tentar alterar coisa alguma. Isso efetivamente ocorre se tivermos um “nascimento individual”, ou seja, se permitirmos aos outros (e a nós mesmos) serem da forma como sentem que são, ou então, da maneira que gostaram de ser. Este “nascimento individual” inclui a auto-aceitação, o que nem sempre é algo simples.

2ª) Audição interna
Nesta fase há uma autorização interna para uma autodeterminação e liberdade, no sentido de obedecer a uma lucidez que já deverá brotar internamente. É o desenvolvimento da capacidade de refletirmos e manifestarmos bom senso e sabedoria operativa, a partir de referenciais próprios.
3ª) Audição de grupo:
Aqui há a capacidade de refletir e de manifestar bom senso de modo coletivo. É o desenvolvimento de uma visão conjunta da realidade pessoal e geral circundante. Neste momento há ainda a formulação de sonhos práticos em comum, a partir da perspectiva de felicidade e de liberação do sofrimento.
4ª) Valores positivos:
Nesta quarta etapa há a percepção de que apenas com valores positivos iremos conseguir realmente realizar nossos sonhos comuns. Se cultivarmos referenciais dúbios, alcançaremos apenas resultados contraditórios e de pouca duração.

5ª) Projetos e metas práticas de grupo:
Por fim, esta última etapa refere-se ao planejamento do grupo no sentido de buscar a realização efetiva dos sonhos coletivos. Havendo este planejamento, haverá uma clara energia de grupo, uma maturidade capaz de agir no mundo. Haverá uma visão nítida de que vivemos em rede - como uma mandala - e que devemos cuidar das nossas relações conosco mesmos, com os que nos cercam, com a comunidade em geral e com o meio ambiente. A visão clara de “cultura de paz” estará então, sendo não só implantada como vivenciada.
*Fotos da Região das Augustas nos anos 70 cedidas cordialmente pela Pastoral da Juventude.