Cultura de Paz
PROJETOS
Meios-Hábeis: Percorrendo as Cinco Etapas

___Os itens abaixo procuram esclarecer como as entrevistas de “história oral” podem iniciar o trajeto das cinco etapas apontadas por Lama Padma Samten como um caminho para a promoção de uma cultura de paz:

  • Ao entrevistarmos uma pessoa, naturalmente a acolhemos, uma vez que reconhecemos sua importância e a escolhemos para falar sobre a sua história e a história do local.
  • Quando falamos sobre o passado, refletimos sobre as questões vividas e sobre o quê somos, éramos ou fizemos. Pensamos sobre o que foi dito e, consequentemente, analisamos, em maior ou menor grau, tanto os fatos, quanto nossa percepção deles.
  • Bresciani cita: “[...] A cidade, estrutura física que suporta referências e fornece elementos para os símbolos e memórias coletivas, convive em nosso imaginário com a cidade labiríntica e moldável das vidas pessoais, onde recordações compõem memórias sem lugar, que fundam a cidade simbólica [ ...](Maria Stella Bresciani, in: PESAVENTO, Sandra J. e SOUZA, Célia F. (org.). Imagens urbanas: os diversos olhares na formação do imaginário urbano. Editora da Universidade/UFRGS, Porto Alegre, 1997, p.13) Com inspiração nestas palavras, estando além das noções de “verdade” ou “mentira”, sem o comprometimento com a comprovação de algum fato, mas tão somente com a percepção da riqueza da vida humana, podemos de fato escutar o outro, e assim, aprender com as experiências por ele vividas, fazendo uma ação na qual há uma troca, sem que alguém esteja em situação superior a outro.
  • Percebendo que “a memória poderá ser conservação ou elaboração do passado, mesmo porque o seu lugar na vida do homem acha-se a meio caminho entre o instinto, que se repete sempre, e a inteligência, que é capaz de inovar” (in: BOSI, Ecléia. Memória e sociedade – lembranças de velhos. São Paulo, Companhia das Letras, 1994, pág. 68), podemos reconhecer e valorizar os aspectos mais positivos das histórias contadas, promovendo assim, um novo nascimento da pessoa entrevistada, uma vez que, para ela, a entrevista será um momento marcante no qual ela refletiu sua vida com alguém que se interessou pela sua trajetória.
  • Quando nossas histórias são socialmente reconhecidas, há uma audição de grupo. Percebemos que fazemos parte de uma rede, de um grupo que compartilha ou compartilhou um mesmo espaço, guardando lembranças de elementos que também são valiosos para nós.
  • Compreendendo que fazemos parte desta rede, nossa visão de mundo se altera. Nascem, naturalmente, valores positivos de convívio. Olhamos para o outro e para o meio ambiente com mais respeito e consideração, uma vez que nos sentimos integrados e, de certa maneira, irmanados. Desta visão brota a idéia de “sustentação solidária”.
  • Nasce a noção de “pertencimento”, através da qual um ser humano sente-se parte de um grupo que compartilha sentimentos, sensações, construções e/ou tradições que merecem ter vida longa para que as novas gerações também possam lhes usufruir. É somente neste ponto que é possível ocorrer a construção de sonhos e projetos positivos comuns.
Histórias e Sonhos

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_____> História Oral
_____> Percorrendo as
_____> Cinco Etapas
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_____> no Mundo
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