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Diálogos de Ecologia e Budismo


Foto: Samantha Klein/EcoAgênciaFonte: EcoAgência Informações em Rede

Movimento ecológico não é de direita nem de esquerda, mas está à frente, diz professor Celso Marques.

 

 


Evento, que ocorre no Centro de Estudos Budista Bodisatva, debate até o próximo domingo a relação meio ambiente, religião, economia e alimentação.

Porto Alegre, RS - Uma mesa redonda com a participação do professor de filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Celso Marques, a entidade espiritual budista Lama Padma Samten, ex-professor de física quântica e a jornalista Lílian Dreyer marcou, na manhã desta quinta-feira (12), a abertura do evento “Diálogos de Ecologia e Budismo”, no Centro de Estudos Budista Bodisatva (CEBB), em Viamão. Participou como mediadora Liése Gomes Serpa.

Na primeira conferência, o professor Celso Marques lembrou que a questão ambiental passou a ser abordada durante o Regime Militar no Brasil como forma de protesto, mas quando se fala em ecologia e desenvolvimento sustentável atualmente, é utilizado um discurso apenas retórico. Marques acrescenta que “o movimento ecológico não é de direita nem de esquerda, está à frente”.

Foto: Samantha Klein/EcoAgência De acordo com Celso Marques, estamos vivendo uma inviabilidade ecológica devido ao sistema econômico. “Quem polui deve perceber que não está se beneficiando com a devastação do meio ambiente. Há muitos empresários com discurso ambiental, mas que agem de forma muito distinta”, complementa.

O lama Padma Samten abordou a ecologia através do viés econômico e religioso. Segundo ele, o homem deve deixar seu isolamento na sociedade consumista que traz infelicidade para ter uma vida simples. “A natureza nos emociona, de que adianta cuidar de nossa casa, se abrirmos a janela e tudo estiver devastado? Isso nos causaria tristeza”, enfatiza o lama.

Já, a jornalista Lílian Dreyer questionou o porquê da necessidade de tanta energia e exemplifica com o problema estabelecido acerca da energia nuclear. Ela acrescenta que, ao invés de procurarmos soluções para a poluição, devemos mudar o paradigma de desenvolvimento estabelecido pela civilização. Os temas abordados foram usados nas discussões em grupo à tarde, que deviam ser refletidos e após comentados entre todos os participantes.

O evento, que encerra no domingo, tem continuidade nesta sexta-feira, a partir das 9h, com palestras do doutor José Ovídio C. Waldemar, José Fernando da Rosa Vargas, Monique Revillion Dinato e Clitia Helena Martins. A mediação será de Jorge Dellamora Mello. Às 19h30min, os temas são alimentação, saúde e simplicidade com Hetor Fontoura e alimentação budista, com Alessandra Pizzigatti.

Texto da estudante de jornalismo da UFRGS Samantha Klein, que teve acompanhamento da jornalista e professora Ilza Maria Tourinho Girardi, especial para a EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais.

 

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